Em uma manhã quente na capital gaúcha, o carro negro com placas oficiais em verde e bronze encostou diante do número 540 da avenida Goethe.
As portas dianteiras do carro se abrem e dois homens trajando terno e usando óculos escuros descem inspecionando os arredores. Eles afastam pedestres e curiosos que começam a se acumular.
Quando julgam que a rua está segura o suficiente, dão o sinal através dos comunicadores escondidos nas mangas dos paletós.
A porta traseira do carro é aberta por um deles. Alguns curiosos pegam seus celulares. Os cliques começam assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desce do carro e percorre, junto a dois assessores, os cinco metros de distância até a entrada do edifício onde aconteceriam as primeiras gravações do projeto Republiqueta.
Sorridente, e um pouco cambaleante, o presidente acenou às pessoas durante o curto trajeto. As sessões ocorreram sem maiores problemas, apesar da voz arrastada do presidente - que ele atribuiu a uma conferência sobre o clima na noite anterior.
O presidente também consumiu 16 garrafinhas de água mineral e tomou 3 aspirinas. O evento durou cerca de 4 horas e não constou na agenda oficial do presidente da república.
Mais tarde, por meio de nota divulgada por sua assessoria, Lula se disse empolgado em participar do projeto e que "a capacidade de rir de si mesmo demonstra a grandeza de uma nação".
Fotografias não foram permitidas pela assessoria do presidente, talvez pela aparência cansada e olheiras profundas de nosso estadista.
A Aeon Audiovisual agradece imensamente a iniciativa do presidente em apoiar o projeto Republiqueta.
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